terça-feira, 20 de novembro de 2012
"PESSOAS HABITADAS"
Estava conversando com uma amiga, dia desses. Ela comentava sobre uma terceira pessoa, que eu não conhecia. Descreveu-a como sendo boa gente, esforçada, ótimo caráter. "Só tem um probleminha: não é habitada". Rimos. É uma expressão coloquial na França — habité — mas nunca tinha escutado por estas paragens e com este sentido. Lembrei-me de uma outra amiga que, de forma parecida, também costuma dizer "aquela ali tem gente em casa" quando se refere a pessoas que fazem tem conteúdo.
Uma pessoa habitada é uma pessoa possuída, não necessariamente pelo demo, ainda que satanás esteja longe de ser má referência. Clarice Lispector certa vez escreveu uma carta a Fernando Sabino dizendo que faltava demônio em Berna, onde morava na ocasião. A Suíça, de fato, é um país de contos de fada onde tudo funciona, onde todos são belos, onde a vida parece uma pintura, um rótulo de chocolate. Mas falta uma ebulição que a salve do marasmo.
Retornando ao assunto: pessoas habitadas são aquelas possuídas, de fato, por si mesmas, em diversas versões. Os habitados estão preenchidos de indagações, angústias, incertezas, mas não são menos felizes por causa disso. Não transformam suas "inadequações" em doença, mas em força e curiosidade. Não recuam diante de encruzilhadas, não se amedrontam com transgressões, não adotam as opiniões dos outros para facilitar o diálogo. São pessoas que surpreendem com um gesto ou uma fala fora do script, sem nenhuma disposição para serem bonecos de ventríloquos. Ao contrário, encantam pela verdade pessoal que defendem.
Além disso, mantêm com a solidão uma relação mais do que cordial.
Então são as criaturas mais incríveis do universo? Não necessariamente. Entre os habitados há de tudo, gente fenomenal e também assassinos, pervertidos e demais malucos que não merecem abrandamento de pena pelo fato de serem, em certos aspectos, bastante interessantes. Interessam, mas assustam. Interessam, mas causam dano. Eu não gostaria de repartir a mesa de um restaurante com Hannibal Lecter, "The Cannibal", ainda que eu não tenha dúvida de que o personagem imortalizado por Anthony Hopkins renderia um papo mais estimulante do que uma conversa com, sei lá, Britney Spears, que só tem gente em casa “quando” está grávida. (zzzzzzzzzzz....)
Que tenhamos a sorte de esbarrar com seres habitados e ao mesmo tempo inofensivos, cujo único mal que possam fazer é nos fascinar e nos manter acordados uma madrugada inteira. Ou a vida inteira, o que é melhor ainda.
MARTHA MEDEIROS
Fonte: O Globo
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Para um bom entendedor, um PINGO é... letra.
Para alguém “conectado”: é um olho aberto, lógico, ow?!
(S jntr + 1 “.” + 1 “)” = ).
Para a vizinha vaidosa e arrogante: uma mancha que irá acabar com MEU vestido branco e destruir totalmente MINHA reputação.
Para meu sobrinho: Mãeeee... ganhei um brinquedo novo! Ebaaaa.
Para o Scooby, meu felino: posso lamber?
Para um neurótico: é uma mensagem subliminar de que ela está irremediavelmente me odiando. E quer me matar... com um tiro: é isto! Preciso ligar pra polícia imediatamente.
Para Mariana, adolescente: porra, digitei errado. Sorry, baby.
Para o Português da Padaria: ele vai me mandar flores hoje!
Para Vanessa: ele vai me mandar flores hoje! É um código.
(Ou não?! Pode significar também que ele quer um tempo. Ai meu Deus! Ou não: ele vai me pedir em casamento. Hã... preciso ficar linda!).
Para um índio: é uma nova divindade.
Para o religioso: é um sinal de Deus.
Para um músico: deve ser uma nota musical. E linda por sinal.
Pra um pintor imprecionista: uma obra de arte. “Pós-moderna e clean”.
PARA MIM (antes de iniciar a jornada): preciso estudar os próximos passos minuciosamente pra descobrir o que essa pessoa quis me dizer com isto? Mas com certeza, tem algo por trás. Devo responder com outro ponto? NÃO!!!! E se for um código do tipo: estou afim também. (Help me!) E se não for nada disso: for apenas um “oi”, amigável. Eu não queria perder sua amizade por uma bobagem assim.
Ai meu Deus: que horas são?? 4:45 da manhã. Putz!
Trabalho às 8h. Preciso dormir... dormir.. preciso...
PARA MIM (após “o caminho de Santiago”. Rs!): é um PINGO.
Amanhã eu ligo, e a gente esclarece. Com calma. Te quero bem.
E que bom que você se lembra de mim, de alguma forma. (.)
E PRA VOCÊ, um pingo é...?
(Paulinho Jones)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios.
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar.
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor.
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!"
(Fernando Pessoa)
Difícil é interpretar os silêncios.
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar.
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração.
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor.
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!"
(Fernando Pessoa)
"Privacidade" em tempos de FB e das Redes Sociais
Tem gente mesmo postando casa coisa, no FB...
Não dá pra não “COMENTAR”!
Será mesmo carência, solidão, ou o “desconfiômetro” do povo pifou?
Um “Post” muito comum: indo pro show MEGA, ULTRA, HIPER EXCLUSIVO do cantor “Belo”, por exemplo. (Leia-se: PRECISO SALIENTAR que o show é “exclusivo” pra “PARECER” RICA!). E depois de alguns drinks, ainda posta mais. “Uhuuu.. show perfeito, SÓ GENTE BONITA, já beijei 3.” Que bom que beijou depois dos drinks, né???? (Rs...)
Tem outro também, que PQP: costumam postar de 5 em 5 min.. almoçando no Restaurante T com os amigos X, Y, Z; a.. e “S” – destaque em negrito, colorido, “fru-frus”, para as letras do “S”... (Leia-se: tá vendo NAMORADA do “S” que deu um “PÉ NA BUNDA” dele?! Ele está bem, talvez até melhor que você! Voltou a sair com os amigos e está “curtindo demais a vida”).
E por acaso felicidade precisa ser tão divulgada? Quando a gente esquece, supera mesmo alguém, tem sinal melhor que a INDIFERENÇA?!
Outra clássica: “Fulano” mudou seu “status de relacionamento” para “EM RELACIONAMENTO SÉRIO COM Z”. É óbvio que pessoas sérias e ponderadas fazem isso, sim. Até pra afastarem pessoas incômodas, que não respeitam quando a pessoa está numa relação. Mas particularmente, acho um tanto quanto desnecessário. Ás vezes, até soa um pouco, como exibicionismo. Não quero julgar ninguém, pois admito que são experiências muito pessoais, subjetivas, e nada como o tempo pra esclarecer se algo é “teatral”, ou partiu de alguém ponderado de verdade. Pois afinal, já perceberam que MUITOS, UMA SEMANA DEPOIS, MUDAM NOVAMENTE: Fulano VOLTOU SEU “STATUS”, PARA SOLTEIRO(A). E aqueles que mudam toda semana? Descrédito total.
Honestamente, tenho problemas com intimidade demais com qualquer pessoa. Pra participar de tudo na minha vida, só as pessoas que considero “íntimas” mesmo. E prefiro fazer muitas coisas (as melhores), em secreto, em reservado. Quando de fato, meu coração está preso a alguém, não há vínculo mais forte. Maior do que qq aliança, contrato, ou mudança de Status no FB.
Mas meu maior MEDO, é da situação PIORAR! Sim, porque tudo sempre “evolui”.
E se o “grau de exposição” começar a ter que ser maior, pra que você seja “percebido”? (Curtido e comentado!! Rs.. ).
Tô com medo do dia em que as pessoas começarão a postar: no banheiro, fazendo COCÔ, em companhia de X, Y, R, G; ou então: fazendo XIXI, em companhia dos amigos C, T, Z, na Boate S (Sim, pois só divulgar que você foi ao banheiro poderá não ser o suficiente!).
Imagino uma decadência pior ainda: INDO “PRA CAMA” com B.
Pra no outro dia: A “TRANSA” FOI MARAVILHOSA na casa de B, que soube realizar todas as minhas fantasias. Fizemos “canguru perneta”, “saci pererê”, “e muito “papai & mamãe” (ou “papai & papai”; ou ainda “mamãe & mamãe”). B só não deixou colocar no @#. Afinal era “primeiro encontro”. Rs.. (Divulgando, pra todos terem ciência antes de dormir com B).
Agora, tomando café em companhia de C. (E o B? Será que foi tão boa a noite assim mesmo?).
Nada contra a evolução da comunicação, da interação propiciada pelas redes sociais. Muito lucro nós temos com isto: aproxima amigos, diminui distâncias.
Mas até onde vamos?
(Paulinho Jones)
Não dá pra não “COMENTAR”!
Será mesmo carência, solidão, ou o “desconfiômetro” do povo pifou?
Um “Post” muito comum: indo pro show MEGA, ULTRA, HIPER EXCLUSIVO do cantor “Belo”, por exemplo. (Leia-se: PRECISO SALIENTAR que o show é “exclusivo” pra “PARECER” RICA!). E depois de alguns drinks, ainda posta mais. “Uhuuu.. show perfeito, SÓ GENTE BONITA, já beijei 3.” Que bom que beijou depois dos drinks, né???? (Rs...)
Tem outro também, que PQP: costumam postar de 5 em 5 min.. almoçando no Restaurante T com os amigos X, Y, Z; a.. e “S” – destaque em negrito, colorido, “fru-frus”, para as letras do “S”... (Leia-se: tá vendo NAMORADA do “S” que deu um “PÉ NA BUNDA” dele?! Ele está bem, talvez até melhor que você! Voltou a sair com os amigos e está “curtindo demais a vida”).
E por acaso felicidade precisa ser tão divulgada? Quando a gente esquece, supera mesmo alguém, tem sinal melhor que a INDIFERENÇA?!
Outra clássica: “Fulano” mudou seu “status de relacionamento” para “EM RELACIONAMENTO SÉRIO COM Z”. É óbvio que pessoas sérias e ponderadas fazem isso, sim. Até pra afastarem pessoas incômodas, que não respeitam quando a pessoa está numa relação. Mas particularmente, acho um tanto quanto desnecessário. Ás vezes, até soa um pouco, como exibicionismo. Não quero julgar ninguém, pois admito que são experiências muito pessoais, subjetivas, e nada como o tempo pra esclarecer se algo é “teatral”, ou partiu de alguém ponderado de verdade. Pois afinal, já perceberam que MUITOS, UMA SEMANA DEPOIS, MUDAM NOVAMENTE: Fulano VOLTOU SEU “STATUS”, PARA SOLTEIRO(A). E aqueles que mudam toda semana? Descrédito total.
Honestamente, tenho problemas com intimidade demais com qualquer pessoa. Pra participar de tudo na minha vida, só as pessoas que considero “íntimas” mesmo. E prefiro fazer muitas coisas (as melhores), em secreto, em reservado. Quando de fato, meu coração está preso a alguém, não há vínculo mais forte. Maior do que qq aliança, contrato, ou mudança de Status no FB.
Mas meu maior MEDO, é da situação PIORAR! Sim, porque tudo sempre “evolui”.
E se o “grau de exposição” começar a ter que ser maior, pra que você seja “percebido”? (Curtido e comentado!! Rs.. ).
Tô com medo do dia em que as pessoas começarão a postar: no banheiro, fazendo COCÔ, em companhia de X, Y, R, G; ou então: fazendo XIXI, em companhia dos amigos C, T, Z, na Boate S (Sim, pois só divulgar que você foi ao banheiro poderá não ser o suficiente!).
Imagino uma decadência pior ainda: INDO “PRA CAMA” com B.
Pra no outro dia: A “TRANSA” FOI MARAVILHOSA na casa de B, que soube realizar todas as minhas fantasias. Fizemos “canguru perneta”, “saci pererê”, “e muito “papai & mamãe” (ou “papai & papai”; ou ainda “mamãe & mamãe”). B só não deixou colocar no @#. Afinal era “primeiro encontro”. Rs.. (Divulgando, pra todos terem ciência antes de dormir com B).
Agora, tomando café em companhia de C. (E o B? Será que foi tão boa a noite assim mesmo?).
Nada contra a evolução da comunicação, da interação propiciada pelas redes sociais. Muito lucro nós temos com isto: aproxima amigos, diminui distâncias.
Mas até onde vamos?
(Paulinho Jones)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
As cartas que “EU” não mando
Não vá ainda.
Tome mais um gole, hoje é Sábado e nós não tralhamos amanhã. Ufaaa...
E faça o favor de parar de “frescura”, e de complicar demais a vida.
Você ainda não entendeu que a felicidade é simples, e o “essencial é invisível aos olhos”?
Eu peguei um filme pra gente assistir: é aquele do Almodóvar que acho que você ainda não viu.
Sinceramente, não estou com muito “saco” pro mundo, pras pessoas, pros sorrisos “engarrafados”, este fds.
“Tô” com saudade dos MEUS amigos, sim. Muita!!!!
Mas vai ter que ficar pra “semana que vem”...
Nesse fds eu preciso muito estudar e cuidar do “meu jardim”.
E também me perder (e me achar!) EM VOCÊ, nesse apartamento.
Comprei aquele vinho que você gosta; e estou afim de fazer uma salada: picante.
Ou melhor, agridoce. O que acha?
A... e amanhã de manhã, tem café na cama, combinado?!
Trouxe frutas, iogurte, pão integral, mel...
Mas de qq modo, faça o favor também de “fingir SURPRESA”, quando eu entrar no quarto com a bandeja!
(E é claro, com a rosa, colhida do meu jardim - EXCLUSIVAMENTE pra VOCÊ.)
Preciso confessar: eu adoro café na cama depois de uma noite especial.
(Acho que você já sabe, né?! Imagina?! Preciso desenhar????!!! Rs...)
E adoro também, o cheiro do quarto, dos lençóis, misturado com os meus incensos e as minhas velas...
e com o cheiro dos nossos corpos, do nosso suor, dos nossos fluídos.
De língua na língua.
De língua no corpo... todo. Da ponta do dedão até a orelha.
E de um cafuné, daqueles “sem pressa”, que eu sei que você sabe muito bem fazer.
De olhar dentro dos seus olhos e tentar decifrá-los.
E de fazer você se perder nos meus abraços, no meu colo, e também me perder no seu.
A.. e quero roubar também muitas gargalhadas.
Quero ter o direito de apreciar o seu sorriso... lindo!
Esqueci..
E a trilha da noite??? Bethânia, Marisa, Maysa e Chico?? Eu quero, tá?! A... e quero também “She” do Elvis Costello e um pouco de Carla Bruni, e Michael Bublé (sabe que me “re-apaixonei” pelas canções, pelas letras desse cara.) Pode ser???
Tá bom, se você quiser a gente ouve também aquelas “sertanejas”, que eu sei que você gosta. Tá... e também ABBA e Snow Patrol.
O que? Balão Mágico? Aaaaaaaaaaa não! Isso no meio da noite corta qualquer tesão. (Rs...)
Só se for depois...
e a gente já tiver tomado todas as garrafas de vinho possíveis e imagináveis. Ok??!
A, e de manhã... “tô” muito afim de acordar ouvindo a versão que a Ana Carolina fez pra “Como um dia de domingo”, do Tim. Pode ser?
Se a gente animar em sair do quarto, vale também dar um pulo no sítio.
Mas depois a gente volta pra casa, ok??!
Fica combinado??
Deixa eu encher a sua taça então...
Ligar a música...
Apagar a luz...
Acender as velas e o incenso...
E beijar a sua boca.
(Paulinho Jones)
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Acho que estou doente.
De uma hora pra outra, dei pra manifestar uns sintomas meio estranhos.
Que se repetem.
Quando eles aparecem, eu preciso me isolar “do mundo”.
Com o meu “notebook”, meus livros, e mais nada.
Tá certo: algumas POUCAS vezes, com uma taça de vinho (quando acho que estou merecendo! Rs...).
Mas MUITAS (imensuráveis) vezes, na companhia solitária, de uma caneca de café (Esse sim, meu “vício” mais que assumido: consentido!).
E esse processo só termina depois que eu vomito algumas palavras.
“I see”... living words.
É como se fosse uma gravidez, mas ao invés de nove meses,
minha “gestação” costuma durar menos.
E o que é pior: gravidez não planejada!
Eu sou MÚSICO. Nasci com ESTA sina.
Com o tempo, também me tornei um AMANTE das leis, do direito e da arte de lecionar.
Mas não POETA, ESCRITOR, seja lá o que for.
Nunca tive vocação pra ME EXPLICAR demais.
Sou “daqueles” que amam o DOCE e o ÁCIDO na mesma medida.
Mas que também se perdem no caminho.
Sei ser FORTE e ainda consigo me surpreender comigo, ás vezes.
Mas também CHORO. Pra caramba.
Das “porradas” da vida.
Dos tombos, que sempre deixam cicatrizes.
Por quem não merece, muitas vezes.
(Como é difícil ser “gente grande”, né?!)
E quase TUDO, tem me desencadeado febres (na alma), e novos ciclos.
Não “to” agüentando.
Por exemplo...
Uma viagem.
A lembrança DE UM AMOR distante.
Uma folha que cai da árvore.
A chuva.
Meus sobrinhos.
Meus “QUERIDOS” amigos. (Rs..)
(Sim: só os amigos! Os “SEMI-CONHECIDOS”?? Não!!
Que saudade gigantesca e “insuportável”, de todos vocês.
E realmente preciso assumir. SOU assim mesmo: INTENSO.
“Parafraseando” Marilyn Monroe:
JAMAIS serei seu “MEIO “amigo. Ou seu “MEIO” amor.
Comigo é TUDO ou NADA.
Pois é: podem colocar na minha lápide!)
E ainda, a própria rotina tem me tocado.
O “Scooby”: meu felino e fiel escudeiro de todas as horas.
O sorriso de uma senhora que vejo da janela da minha "área de estudos". Nem conheço...
Uma lágrima.
Um olhar.
Oxi... e os olhares, hein?! Falam silenciosamente: me fascinam, me dilaceram.
Enfim, tudo que me instiga, que me desafia:
Está me “engravidando”!
Alguém aí, por acaso, tem um ANTICONCEPCIONAL, uma CAMISINHA, uma ASPIRINA pra isso??
Please.
(Paulinho Jones)
NEM TODOS OS “MEUS HERÓIS, MORRERAM DE OVERDOSE”
Pra ser bem sincero (e maduro), preciso confessar que os “meus heróis” de hoje, em sua maioria, são pessoas simples, humildes, discretas, tímidas, que demonstram “sua bravura”, na hora certa. E muitas vezes, em silêncio.
Por exemplo, são pais que, vencendo a rotina, o cansaço, não deixam de reservar um tempo especial pros filhos.
É aquela “dona-de-casa”, a quem a vida não ofertou muitas chances, mas que insiste em evoluir.
Basta os filhos crescerem um pouquinho, pra levantar a “bandeira da resistência” e voltar a estudar (Semanas atrás, estive com uma “heroína” destas: que fibra! Verdadeira “Pagú”!).
E aquele casal, que desafia a “modernidade” dos relacionamentos, e resolve partilhar a solidão de suas vidas, encarando firmes, as tempestades que SEMPRE aparecem. Heróis! (Convenhamos: em tempos de FB, Celular, chat, e-mails, SMS... de comunicação em alta velocidade, “rodízio de relações” e de “relacionamentos instantâneos”, que não duram mais do que 1 segundo – Obs.: nada contra, afinal cada um sabe “a dor e a delícia” de suas escolhas e do seu momento. Mas aos que “remam contra a maré”, não me resta outro caminho, senão reforçar: são heróis, sim!)
Por falar nisso, outro dia, li um trechinho no FB muito “piegas”, mas que necessitei “curtir”. Era algo do tipo: nos tempos atuais, um relacionamento nunca envolve só 2 pessoas, mas várias. Além dos dois, participam 1 (ou mais) “ex”, torcendo pras coisas darem errado; 1, 2, 3... amigos(as), “verdes de inveja”, rezando pelos cantos pelo término e a postos para colocar “lenha” em qualquer mínima briguinha do casal; família, sogra, mãe, pai, insatisfeito (a) por ter vislumbrado uma pessoa “melhor qualificada”, para o seu ente.
Vamos reconhecer: até seria engraçado, caso não fosse trágico.
Sem comentários.
Melhor até eu voltar a tecer meu rol de “heróis dos dias de hoje”, pra concluí-lo.
E seria bastante injusto encerrá-lo, esquecendo de fazer menção também, aos PROFISSIONAIS que sabem da importância do seu trabalho, e realizam cada tarefa, por mais trivial que pareça, com o máximo de EMPENHO E DEDICAÇÃO. Heróis, sem nenhuma dúvida!
Isto vale para QUALQUER PROFISSIONAL, pois todos têm um papel importante em nossas vidas. Parece meio “clichê”, né? Mas o quê fazer, se é a realidade.
Imagine um mundo sem BONS médicos, engenheiros, psicólogos, advogados? E sem DEDICADOS garis? Sem DEDICADAS empregadas, babás, pedreiros, mecânicos? E sem BONS professores? (Putz! F... e “ salve-se quem puder!”).
Um dia desses, eu estava indo dar aula de manhã bem cedo. (Acordei um pouco mal-humorado. Admito: nunca fui daqueles que acordam tagarelando e felizeeeeeeeeeees. A felicidade só costuma “tomar café” comigo, depois das 08h.)
E me deparei, em Juiz de Fora, na Rua Mr. Moore, com um gari, varrendo cautelosamente a avenida, e cantarolando. Não tive outra alternativa, senão alçá-lo ao meu “ranking” interno de heróis. E com louvor.
Mas é óbvio, que uma “Amy Winehouse” pra mim, ainda tem (e muito!) o seu valor. Assim como um Cazuza, uma Cássia Éller, uma Janis Joplin, um Woody Allen, um Caio Fernando de Abreu. E também um Joaquim Barbosa, um Fux, um Barbosa Moreira, um Didier.
Porém, todos eles já têm os holofotes virados em sua direção. Resguardadas as devidas proporções.
E o carinho e reconhecimento de todos nós, platéia, leitores, juristas.
Aplaudamos também aos “HERÓIS SILENCIOSOS”, do dia-a-dia.
(Paulinho Jones)
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