Simples: porque eu sou assim mesmo.
E preciso me aceitar do jeito que sou.
Eu preciso sim de alguém pra dividir a cama.
A conchinha.
O edredon.
Quero alguém pra dividir o “bom dia.”
E também depois de tudo, o “como foi o seu dia?”.
Alguém pra dividir o café.
“Piegas”, né? Mas fazer o quê, se é a verdade.
Nua e crua. Ou crua e nua, como queira...
Não pra ser a “metade da minha laranja” (Rs!)
Acho isso ridículo.
Sou um ser em evolução. Pleno, completo, com defeitos e qualidades de fábrica.
Mas com a minha individualidade, que tanto prezo, também.
E espero alguém, de certo modo, também completo.
Nada dessa história de “metade”! Ecaaaaa!
Quero você, com vida própria.
Pra em silêncio, comunicando-se somente com os olhares, tolerar, às vezes, meu mau-humor matinal. E eu, o seu.
Pra deixar no “seu” lado do colchão, a sua marca.
No formato do seu corpo.
Pra “me emprestar um par de meias”, quando as minhas estão todas sujas.
Alguém pra vez em quando, me motivar em levantar e preparar de surpresa, um café na cama.
Alguém também pra eu roubar um cafuné.
(Daqueles que você sabe que gosto: sem pressa...)
Prometo retribuir!
Alguém também, pra vez em quando, me jogar na parede.
E aceitar também, em meus dias “calientes”... deixar-se surpreender... e receber o troco: na parede.
Alguém pra de vez em quando topar “fugir do mundo” comigo!
Celulares e net OFF Line... um fds inteiro no apartamento.
Ou numa ilha em Angra.
Ou no Sítio.
Ou na P@P...
Pra com-partilhar... nossos livros, seriados e filmes prediletos.
Pra no meio da madrugada, preparar um lanchinho.
E também, pra juntos, fazermos planos.
Simples.
Uma casinha branca, com rede na varanda.
Cachorrinhos. Gatinhos. E é claro, filhinhos.
Mas também alguém pra lembrar, vez em SEMPRE,
Que sexo é bom!
Mas cumplicidade e intimidade, TAMBÉM. E muito!
E é justamente porque eu sou assim
Que ainda espero por isso.
Mas enquanto as pedras não rolam... vamos vivendo.
Um dia de cada vez.
(Paulinho Jones)