De embrutecer.
De nunca mais conseguir ter aquele brilho no olhar, sabe?
De quando a gente olha pra pessoa e se permite acreditar...
Que se está diante da “pessoa da sua vida” (mesmo que somente por uns minutos).
Mesmo sabendo que contos-de-fada... são contos-de-fada.
Princesas, sapos, príncipes e cavalos brancos: só nas histórias infantis.
Mas mesmo assim, encarando a realidade de frente, lá no fundo dos olhos, há um brilhinho persistente que insiste em permanecer aqui.
Pois é.
Tenho um puta medo que ele suma.
Tenho medo de me tornar uma daquelas pessoas que acham que sempre 2+2 = 4.
E se surpreendem quando vêem no “jardim ao lado”, outro resultado para esta soma.
Mas no fim, acabam aceitando simplesmente “passar” pela vida.
Encaram como uma mera sucessão de dias. De obrigações, tarefas, afazeres.
E se esquecem de viver. De existir.
O amor passa a ser visto como uma coisinha desnecessária. Inútil.
Uma “besteira” inalcançável, intangível, surreal.
Que só os sonhadores e românticos insistem em alimentar.
Em perseguir.
(Paulinho Jones)
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