quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
A PAUSA ENTRE AS CANÇÕES
Estava ouvindo a “nossa” canção um dia desses.
E me peguei imaginando que a qualquer momento você entraria em casa
Enquanto eu estaria preparando um jantar especial
Daqueles que gosto
Regado a um bom vinho e boa música.
“Toc-toc-toc !“
Quem será?
A.. é a chata da realidade que bate à porta.
E me ajuda a lembrar que (muitas vezes) o “pra sempre, sempre acaba”.
Exatamente como dizia a canção.
Mas eu continuo o mesmo bobo.
Convicto de que um dia, ainda terei “UM PRA SEMPRE... PRA SEMPRE”.
Mas você bem que podia ao menos ligar.
Gosto de receber notícias e acho a maior imbecilidade de todas
Duas pessoas que partilharam a vida por um tempo,
Se fingirem desconhecidas, estranhas, no outro.
- Como vai, o que tem feito?
Com certeza eu daria um jeito de disfarçar: pra “não dar nenhuma bandeira”.
(Nada de “novelas mexicanas” nessa hora... please!)
“Pra FINGIR que tá tudo certo.
E a minha vida continua da mesma maneira.”
Afinal, já sou bem grandinho.
E sei que as “FLORES DE PLÁSTICO... NÃO VIVEM.”
(Paulinho Jones)
domingo, 20 de janeiro de 2013
A "1a vez"
Certo dia, me dei conta que dificilmente gosto de alguma coisa, logo de cara. Ou mesmo, faço bem-feito. As “primeiras vezes” pra mim, sempre são complexas. Resolvi até investigar com alguns amigos, e acabei por chegar numa conclusão meio fatalística: o fenômeno não acontece só comigo, mas com a grande maioria.
Por exemplo, primeiro dia na escola: pior, impossível!! O 2º. muito bom... o 3º. Excelente. Será que é aí que tem início este processo?? Será uma espécie de trauma?? Rs.. Acho que não.
Meu primeiro show: nem me fale. Fiquei mudo. Minha voz sumiu no meio de uma das primeiras canções, como se eu estivesse rouco. E isto, depois de ensaiar 300 vezes, e ter corrido tudo bem. Ao final do show, a voz volta. Normal, como se nada tivesse acontecido. Mas felizmente outros vieram... E olha que nesta época eu só bebia água durante as apresentações. Os destilados (e a cachaça) vieram beeeeeem depois.
E a primeira vez, dirigindo: quem não fez nenhuma “lambança”, que levante a mão???
Primeiro dia no trabalho: acho que este é um pensamento universal – quem não acha uma droga??? Meu Deus! Chefe novo. Tarefas novas. Novos horários. “Stress” total! Tenho que concordar que esta sensação de o trabalho ser uma “droga”, pra muitos, ainda persiste por um tempo. Porém, mais amena, mais tolerável. Entretanto pra outros, não passa nunca. E neste caso, eu aconselho a você “meu amigo, minha amiga”, do fundo do meu coração, que redija um singelo pedido de demissão. Rs...
E o primeiro “porre”????? Putz... Horrívellllll! Se o coitado não tiver um(a) bom(ao) amigo(a) ao lado, tá arriscado rolar “striptease” público, sessão de “pole dance” no próprio balcão do bar, e talvez acordar em cama alheia de uma pessoa desconhecida. Ainda com direito a um brinde “surpresa”: a ressaca do dia seguinte.
Partindo pra outro campo. (Meu) Primeiro beijo: notaaaaa.... 0,5. Não conseguia rolar um encaixe, sabe?? Tá certo: tem que levar em conta o frio na barriga, e coisa e tal. Fiquei feliz que depois nós repetimos a dose. Várias, e várias, e várias vezes... e as coisas mudaram. Bastante.
E a tal da primeira (ou das primeiras)... “transa(s)”??? O que me dizem??? Quase sempre “medianas”, né?! Vamos admitir! Se compararmos com o que vem depois... as 2ªs, 3ªs... Durante os ensaios, tudo sempre dá certo. E olha que eu sempre “ensaio” bastante, admito.(Rs!) Mas particularmente, hoje, eu odeio fazer as coisas com pressa! Adoro percorrer todo o corpo. Os pontos estratégicos. Mapear cada centímetro, pra conferir, de fato, quais são as “zonas erógenas” da pessoa. Sim, porque cada um é cada um.
ODEIO estas revistas que vem com receitas do tipo: para satisfazer seu(ua) parceiro(a) na cama. Parece mais uma receita de bolo, não acham? Se esquecem que gente é gente. Cada ser, cada corpo é único, com suas próprias características. Já estive com pessoas que adoram lambidas na orelha, e outras que odeiam. Gente que gosta de um tapinha na cara, no bumbum; outras pessoas (não menos interessantes), detestam. Umas que adoram “roçada de barba na nuca”. Outras sentem cócegas. Enfim... dá pra numa primeira noite, decifrar tudo isto? Vamos concordar também que esse início tem um certo “suspense”, uma sensação de novidade que é bacana. Mas intimidade, cumplicidade (na cama e na vida), são coisas que são construídas.
Partindo para um lado menos lascivo: e o primeiro amor? Quem achou fácil levante tudo que tem direito!! Rs... Sempre é complicado. Tem a questão da imaturidade. Hormônios (e espinhas!) à flor da pele. Rrrrrr.... Tá certo, que existem amores que acontecem de cara. Já provei deste sabor também. Mas vamos “combinar”, que sempre “o depois”, é muito melhor?!
O que nos (me) salva, e que faz a gente prosseguir, é a certeza, que sempre (quando há maturidade e oportunidade), teremos outras 2as... 3as... 4as... vezes... e a gente vai melhorando, acertando, aprimorando as “técnicas”. Eu hoje, por exemplo, dirijo tão bem. :)
A, mais um detalhe: (voltando ao lado “caliente” – eu sigo a regra das “máquinas de cartão de crédito”: depois da 3ª. se não rolar, EU BLOQUEIO! Isto mesmo: não perca seu tempo depois da 3ª. “tentativa”, porque nem tudo é pra ser mesmo. E química é f@d&!!) Entretanto, mais de uma chance, todo mundo merece.
Já tive 1ªs péssimas! Seguidas por 2ªs e 3ªs... INESQUECÍVEIS!
Os(As) apressadinhos(as) que me perdoem, mas pra mim, enfim... “a 2ª” é sempre melhor!
(Paulinho Jones)
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