segunda-feira, 12 de novembro de 2012

NEM TODOS OS “MEUS HERÓIS, MORRERAM DE OVERDOSE”


Pra ser bem sincero (e maduro), preciso confessar que os “meus heróis” de hoje, em sua maioria, são pessoas simples, humildes, discretas, tímidas, que demonstram “sua bravura”, na hora certa. E muitas vezes, em silêncio.

Por exemplo, são pais que, vencendo a rotina, o cansaço, não deixam de reservar um tempo especial pros filhos.

É aquela “dona-de-casa”, a quem a vida não ofertou muitas chances, mas que insiste em evoluir.

Basta os filhos crescerem um pouquinho, pra levantar a “bandeira da resistência” e voltar a estudar (Semanas atrás, estive com uma “heroína” destas: que fibra! Verdadeira “Pagú”!).

E aquele casal, que desafia a “modernidade” dos relacionamentos, e resolve partilhar a solidão de suas vidas, encarando firmes, as tempestades que SEMPRE aparecem. Heróis! (Convenhamos: em tempos de FB, Celular, chat, e-mails, SMS... de comunicação em alta velocidade, “rodízio de relações” e de “relacionamentos instantâneos”, que não duram mais do que 1 segundo – Obs.: nada contra, afinal cada um sabe “a dor e a delícia” de suas escolhas e do seu momento. Mas aos que “remam contra a maré”, não me resta outro caminho, senão reforçar: são heróis, sim!)

Por falar nisso, outro dia, li um trechinho no FB muito “piegas”, mas que necessitei “curtir”. Era algo do tipo: nos tempos atuais, um relacionamento nunca envolve só 2 pessoas, mas várias. Além dos dois, participam 1 (ou mais) “ex”, torcendo pras coisas darem errado; 1, 2, 3... amigos(as), “verdes de inveja”, rezando pelos cantos pelo término e a postos para colocar “lenha” em qualquer mínima briguinha do casal; família, sogra, mãe, pai, insatisfeito (a) por ter vislumbrado uma pessoa “melhor qualificada”, para o seu ente.

Vamos reconhecer: até seria engraçado, caso não fosse trágico.
Sem comentários.
Melhor até eu voltar a tecer meu rol de “heróis dos dias de hoje”, pra concluí-lo.

E seria bastante injusto encerrá-lo, esquecendo de fazer menção também, aos PROFISSIONAIS que sabem da importância do seu trabalho, e realizam cada tarefa, por mais trivial que pareça, com o máximo de EMPENHO E DEDICAÇÃO. Heróis, sem nenhuma dúvida!

Isto vale para QUALQUER PROFISSIONAL, pois todos têm um papel importante em nossas vidas. Parece meio “clichê”, né? Mas o quê fazer, se é a realidade.

Imagine um mundo sem BONS médicos, engenheiros, psicólogos, advogados? E sem DEDICADOS garis? Sem DEDICADAS empregadas, babás, pedreiros, mecânicos? E sem BONS professores? (Putz! F... e “ salve-se quem puder!”).

Um dia desses, eu estava indo dar aula de manhã bem cedo. (Acordei um pouco mal-humorado. Admito: nunca fui daqueles que acordam tagarelando e felizeeeeeeeeeees. A felicidade só costuma “tomar café” comigo, depois das 08h.)

E me deparei, em Juiz de Fora, na Rua Mr. Moore, com um gari, varrendo cautelosamente a avenida, e cantarolando. Não tive outra alternativa, senão alçá-lo ao meu “ranking” interno de heróis. E com louvor.

Mas é óbvio, que uma “Amy Winehouse” pra mim, ainda tem (e muito!) o seu valor. Assim como um Cazuza, uma Cássia Éller, uma Janis Joplin, um Woody Allen, um Caio Fernando de Abreu. E também um Joaquim Barbosa, um Fux, um Barbosa Moreira, um Didier.

Porém, todos eles já têm os holofotes virados em sua direção. Resguardadas as devidas proporções.

E o carinho e reconhecimento de todos nós, platéia, leitores, juristas.

Aplaudamos também aos “HERÓIS SILENCIOSOS”, do dia-a-dia.

(Paulinho Jones)

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