domingo, 3 de março de 2013

Todas as cartas de amor são RIDÍCULAS.
Não seriam ridículas, se não fossem cartas de amor.
Mais ridículas ainda serão, se forem feitas no “Power Point”,
Com uma daquelas “musiquinhas piegas” (tipo Enya, ”hippongas”, de meditação) de fundo.
(Ninguém merece!)

Pra piorar, só se for fundo musical com aquele “grupo peruano de flautas”, que nos passam a impressão de estarem em todas as praças do Brasil. Já perceberam?
Mais "piegas" do que isso, só aquelas imagens com frases de efeito que todos os amantes postam, 24h, no FB, para seus respectivos amados.
Porém, “vamos combinar”: triste mesmo, é quando só contém um “versinho clichê” porcamente copiado do “Google”, e nem uma palavra pessoal do(a) amante. (Putz!)
Ainda se fosse ao menos um trecho de Roberto Carlos, cujas letras são sempre apreciadas pelos amantes. (Rs...)

Mas também EU escrevi em meu tempo, cartas de amor,
como as outras, (tremendamente) ridículas.
E isto inclui todas as modalidades, todos os graus possíveis de “ridicularidade” em cartas.
Até cartas regadas à lágrimas. A perfumes.
Cartas com surpresas dentro.
Até a minha mais poderosa arma secreta, confesso que já usei: a música.
(Confesso q as cartas que escrevi utilizando esse “gênero” foram para pessoas muito especiais. MESMO. E bem poucas. Muito poucas mesmo...)

Acho que quando a gente ama, parece esquecer tudo que aprendeu de estético.
Manda o bem senso pra PQP.
E acaba querendo chamar atenção, a qualquer preço, do ser amado, mesmo se for necessário ficar parecido a um pavão.
Isto, se for amor de verdade. Ou paixão.
Mas afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor
É que são DIGNOS DE PENA.

(Paulinho Jones)

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